Idosos: o que fazer perante uma queda?

Idosos: o que fazer perante uma queda?

Quedas: o acidente doméstico que mais ocorre e a principal causa de morte acidental nos idosos. Este é um dos desafios mais importantes da medicina nos dias que correm. À medida que o tempo passa, o controlo postural passa a estar comprometido. Assim, o idoso passa por um processo de perda de estabilidade, o que leva frequentemente às quedas – que já constituem um problema de saúde pública, com grande impacto social e transversal a todos os países que enfrentam um expressivo envelhecimento populacional.

Idoso com o cuidador

 

De acordo com Tinetti, especialista nesta área, mais de um terço dos idosos cai todos os anos e, em metade das ocorrências, as quedas são frequentes. Ainda segundo o autor, estes acidentes representam 10% das idas aos serviços de urgência e, destes, 6% terminam com internamento.

Estudos feitos sobre o tema revelam que entre 40 e 60% das quedas provocam lesões, sendo que 30 a 50% são de gravidade menor, 5 a 6% de gravidade maior e 5% são fraturas.

Quando um idoso cai, o risco de voltar a cair no ano seguinte é de 60 a 70%. Além disso, a maioria da população idosa que cai e sofre lesões apresenta redução de mobilidade e independência, além de ver o risco de morte aumentado.


Fatores de risco

Nem todos os idosos apresentam fatores de risco. Mas é preciso conhecer o que pode potenciar o perigo de queda.

 

1)    A idade

       a)    O sexo feminino, na terceira idade, tem maior risco de queda

       b)    Historial de quedas

       c)     Uso de mais de quatro medicamentos em simultâneo

       d)    Alteração do equilíbrio e do andar

       e)    Sedentarismo

       f)     Défice cognitivo

       g)    Alterações da visão

       h)    Alterações ortopédicas

       i)      Estado psicológico

       j)      Grau de dependência de terceiros

 

2)    O ambiente

       a)    Fraca iluminação

       b)    Piso irregular ou escorregadio

       c)     Degraus altos ou estreitos

       d)    Ausência de corrimão

       e)    Tapetes soltos

       f)     Obstáculos, como mobiliário

       g)    Roupa e calçado inadequados

 

3)    Comportamento

       a)    Os dois grupos extremos – os idosos mais ativos e os menos ativos – são aqueles que apresentam maior propensão a cair.

Idosa com cuidadora

 

E em caso de queda, o que fazer?

Antes de mais, procurar assistência médica. Perante um paciente, os profissionais de saúde devem fazer o diagnóstico e avançar para uma terapêutica adequada, onde se identifiquem os fatores de risco e de modo a promover a qualidade de vida do idoso.

Devem ser feitos exames neurológicos e exames objetivos para os problemas de equilíbrio, bem como testes complementares no que diz respeito à postura.

A prevenção é fundamental. Os fatores de risco devem ser reduzidos ao mínimo possível, principalmente ao nível do ambiente. Desse modo, evita-se também problemas de isolamento, solidão e depressão no idoso, muito comuns nos idosos com estas patologias.

Idosa apoiada por cuidador

Fonte: https://rotasaude.lusiadas.pt/perigos-da-queda-no-idoso/