Insónias na terceira idade: como minimizar os efeitos

Insónias na terceira idade: como minimizar os efeitos

Com o passar do tempo, o nosso organismo altera-se de modo profundo e essas alterações vão além das rugas e cabelos brancos. Por serem muitas vezes ignoradas, essas mudanças provocam verdadeiras complicações na vida dos idosos, como é o caso das insónias. Este é um dos principais distúrbios do sono e que causa graves problemas de saúde.

 

Saiba aqui como minimizar os efeitos causados pela dificuldade em adormecer ou em manter o sono.

 

As insónias na terceira idade

 

Este é um problema muito frequente em idosos, principalmente nas mulheres, e caracteriza-se pela dificuldade em iniciar ou manter o sono.

 

Enquanto estamos a dormir, o organismo liberta substâncias hormonais importantes. Não ter um sono verdadeiramente reparador – quer seja devido à facilidade em acordar com ruídos ou pela dificuldade em manter o sono – pode gerar irritabilidade, fadiga e sonolência diurna.

 

As insónias podem ser provocadas por diversos fatores, tais como a ansiedade, o stress, as mudanças de ambiente, medicação, depressão ou outras condicionantes clínicas (artrite, dores crónicas, apneia do sono ou noctúria – a necessidade de urinar muitas vezes durante a noite). Uma das consequências deste problema pode ser o aumento do número de quedas, devido à diminuição dos reflexos e raciocínio. A depressão pode ser potenciada, a memória é afetada e doenças como hipertensão e diabetes passam a ser mais prováveis.

 

Assim, um idoso com insónias tem menos qualidade de vida.

Idoso em sofrimento na cama

 

Como evitar estes distúrbios?

 

É certo e sabido que os idosos tendem a deitar-se e levantar-se mais cedo. Mas isso não significa necessariamente que estejam mais descansados, porque geralmente têm poucas horas de sono e acordam muitas vezes durante a noite. Tal afeta o estado de sono profundo, que é realmente reparador.

 

Claro que um profissional de saúde deve sempre avaliar o idoso, fazendo um diagnóstico aprofundado – mas há certas práticas que podem realmente melhorar a qualidade do sono na terceira idade.

Idoso com neta a ler um livro

 

1 – Ter uma alimentação saudável, rica em nutrientes.

2 – Verificar sempre com o médico as dosagens e permanência de medicamentos.

3 – Fazer exercício físico, correção postural e ter uma vida tão ativa quanto possível.

4 – Criar rotinas, estabelecendo horas para dormir e acordar, respeitando o tempo necessário para o descanso.

5 – Evitar ter televisão no quarto – algo que se adequa a todas as idades, mas principalmente na terceira.

6 – Manter o quarto arejado durante o dia e escuro e silencioso durante a noite.

7 – A escolha do colchão e das almofadas é muito importante. Fale com profissionais da área, como a Sensicare, para conhecer os modelos indicados para o idoso.

8 – Evitar o consumo de líquidos e refeições pesadas nas horas mais próximas de dormir.

9 – Evitar consumir estimulantes como nicotina, álcool e cafeína, principalmente à noite.

10 – Ter atividades durante o dia afasta a probabilidade de depressão e ansiedade, mas também gasta energia. O sono, durante a noite, sairá beneficiado.

 

 

Ter um estilo de vida saudável, consultar médicos ou profissionais de saúde frequentemente e fazer os tratamentos prescritos são medidas preventivas e que melhoram não só o sono do idoso mas também o bem estar geral.