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10 mitos sobre o envelhecimento

Muitas pessoas fazem suposições acerca do envelhecimento: pensam como é que será envelhecer e de que forma a idade mais avançada afetará. Mas, à medida a que envelhecemos, é importante compreender os aspetos positivos do envelhecimento. Estudos científicos mostram que cada um de nós pode ajudar a preservar a sua saúde e a mobilidade com a idade, adotando ou continuando hábitos saudáveis e escolhas de estilos de vida. Continue a ler este artigo para saber mais sobre dez ideias erradas relacionados com a muitas vezes – e injustamente – temida chegada terceira idade.

 

1- É normal as pessoas idosas sentirem-se deprimidas e solitárias

À medida a que as pessoas envelhecem, algumas podem sentir-se isoladas e sozinhas. Isso pode levar a sentimentos de depressão, ansiedade e tristeza. No entanto, estes sentimentos não são uma parte normal do envelhecimento, pois envelhecer pode trazer muitos benefícios emocionais, tais como relacionamentos duradouros com amigos e familiares e uma vida inteira de memórias para compartilhar com os entes mais queridos. Na verdade, existem estudos que mostram que as pessoas mais velhas têm menos probabilidades de sofrer de depressão, quando comparado aos jovens adultos.

Então, quando é que você se deve preocupar?

É importante lembrar que os idosos com depressão podem ter sintomas menos óbvios ou ter menos probabilidade de falar e revelar informações sobre o que estão a sentir. A depressão é um transtorno de humor comum e potencialmente grave, mas existem tratamentos eficazes para a maioria das pessoas.

Se se sentir deprimido, não se isole!

Procure conversar com familiares ou amigos. Pode também entrar em contacto com a linha SOS Voz Amiga: 800 209 899, uma linha de apoio emocional e de prevenção ao suicídio.

 

2- Quanto mais velhos, menos precisamos de dormir.

Durante o processo de envelhecimento, as pessoas podem ter mais dificuldades em adormecer e a manterem um sono contínuo. Um equívoco comum é que o tempo que uma pessoa precisa vai diminuindo conforme crescemos. As pessoas idosas precisam da mesma quantidade de sono que todos os adultos, ou seja, em média, 7 a 9 horas por noite. Dormir o suficiente mantém uma pessoa saudável e em alerta. Uma boa noite de sono também poderá ajudar a reduzir o risco de quedas, a melhorar o bem-estar mental, entre outros benefícios.

 

3- Idosos não conseguem aprender coisas novas.

Não é verdade! Uma pessoa idosa ainda tem a capacidade de aprender coisas novas, criar novas memórias e melhorar o seu desempenho numa variedade de habilidades. Apesar de o envelhecimento chegar muitas vezes com mudanças no pensamento, existem muitas mudanças cognitivas que são positivas, como ter mais conhecimento e uma visão de uma vida inteira recheada de experiências. Tentar e aprender novas habilidades pode até melhorar as habilidades cognitivas. Por exemplo, um estudo revelou que pessoas idosas que aprenderam fotografia digital ou quilting (costura decorativa) melhoraram a memória.

Procurar por novas conexões sociais com outras pessoas e participar em atividades sociais, como aulas de dança, grupos de leitura, entre outros, pode manter o seu cérebro ativo e consequentemente também melhorar a sua saúde cognitiva.

 

4- É inevitável que pessoas idosas contraiam demência.

A demência não faz parte do processo do envelhecimento. Embora o risco de demência possa crescer à medida que as pessoas envelhecem, isso não é inevitável, e muitas pessoas vivem até aos 90 ou mais anos sem os declínios significativos tanto no pensamento como no comportamento que caracteriza a demência.

O esquecimento ocasional de um compromisso ou até a perda das chaves são sinais típicos de esquecimento leve, algo bastante comum no processo de envelhecimento. No entanto, você deve conversar com um médico se tiver sérias preocupações acerca da sua memória e pensamento ou se notar alterações no seu comportamento e personalidade. Esses problemas podem ter uma séria de causas diferentes, algumas das quais tratáveis ou reversíveis. Encontrar a causa é importante para determinar os passos a realizar a seguir.

 

5- Os idosos devem ter mais calma e evitar fazer exercícios físicos para não se magoarem.

À medida a que envelhece, você pode pensar que o exercício físico pode ser prejudicial em vez de ser benéfico, especialmente se tiver uma doença crónica. No entanto, estudos demonstram que você tem muito mais a ganhar ao ser uma pessoa ativa do que estar quase sempre sentado. Assim sendo, a inatividade acaba por ser mais culpada, relativamente à perda da capacidade de os idosos fazerem as coisas por conta própria, do que o envelhecimento em si.

Qualquer pessoa em qualquer idade e com condições de saúde pode e deve praticar exercício físico. Na verdade, a atividade física até pode ajudar a controlar algumas condições crónicas.

O exercício e a atividade física não são apenas excelentes para a sua saúde física e mental, mas também podem ajudar a mantê-lo independente com a idade. Demonstrou-se que o Tai Chi (arte marcial chinesa) e outras práticas semelhantes de movimentos corporais e mentais melhoram o equilíbrio e a estabilidade em idosos, podendo ajudar a manter a independência e a prevenir futuras quedas.

 

6- Se um membro da sua família tiver Alzheimer, você também terá.

A chance de uma pessoa ter a doença de Alzheimer pode ser maior se esta já tiver um histórico familiar, pois há alguns genes que sabemos que fazem aumentar o risco. No entanto, ter um dos pais com Alzheimer não significa necessariamente que alguém também desenvolverá a doença.

Tente aprender mais acerca do seu histórico familiar e converse com o seu médico sobre as suas preocupações, caso as tenha.

Fatores ambientais e de estilo de vida, como exercícios físicos, dieta, exposição a poluentes e tabagismo também podem afetar o risco de Alzheimer numa pessoa. Embora você não possa controlar os genes que herda, pode tomar medidas para se manter saudável à medida que envelhece, como exercitar-se regularmente, controlar a alta pressão sanguínea e não fumar.

 

7- Agora que estou com uma idade avançada, terei de desistir de conduzir.

Mudanças naturais podem ocorrer com a idade que poderão afetar a capacidade de uma pessoa ao conduzir um carro, como a velocidade e resposta mais lenta, capacidades visuais e auditivas reduzidas e diminuição da força ou mobilidade.

A questão de quando é a hora de limitar ou parar de conduzir não deve ser por causa da idade, mas sim devido à capacidade de conduzir com segurança. Essas perguntas podem ajudá-lo a determinar se você ou algum familiar seu precisa de limitar ou parar de conduzir. Fale com o seu profissional de saúde se tiver quaisquer preocupações sobre a sua saúde e se se encontra apto para a condução de um veículo.

 

8- Apenas as mulheres precisam de se preocupar com a osteoporose.

Embora a osteoporose seja mais comum em mulheres, a doença também afeta muitos homens e pode ser subdiagnosticada. Embora os homens possam não ter tanta probabilidade de ter osteoporose, porque estes crescem com mais densidade óssea do que as mulheres, um em cada cinco homens com mais de 50 anos terá uma fratura relacionada com a osteoporose. Aos 65 ou 70 anos, homens e mulheres podem perder massa óssea na mesma proporção.

Muitas das coisas que colocam os homens em risco são as mesmas que as mulheres, sendo elas o histórico familiar, o cálcio ou vitamina D insuficientes e pouco exercitação física. Baixos níveis de testosterona, álcool em abundância, uso de determinadas drogas e tabaco são outros fatores de risco.

 

9- Sou demasiado “velho” para parar de fumar.

Não importa a idade que você tem ou há quanto tempo fuma, parar este ato a qualquer momento melhora significativamente a sua saúde. Os fumadores que param de fumar apresentam menos doenças, tais como gripes e constipações, taxa de bronquite e pneumonia mais reduzidas e uma sensação geral de um melhor bem-estar. Os benefícios de parar são quase imediatos. Em algumas horas, o nível de monóxido de carbono no sangue começa a diminuir e, em algumas semanas, a sua circulação sanguínea melhora e a sua função pulmonar aumenta.

A frequência cardíaca pode sofrer a longo prazo um aumento imediato devido ao ato de fumar, mas parar com este consumo, com o tempo, pode levar à sua redução, tanto da frequência cardíaca como da pressão arterial. Parar de fumar também diminuirá o risco de cancro, ataque cardíaco, derrame e doenças pulmonares. Ao parar também reduzirá a exposição ao fumo passivo de outros membros da família ou outros habitantes da casa. Nunca é tarde para usufruir dos benefícios de parar de fumar e demonstrar um exemplo saudável para os seus filhos e netos.

 

10- A minha pressão arterial baixou ou voltou ao normal, então posso parar de tomar a minha medicação.

A hipertensão é um problema bastante comum para as pessoas mais idosas, especialmente para aqueles na faixa dos 80 e 90 anos. Pode levar a sérios problemas de saúde se não for tratada de forma adequada. Se você toma remédios para a hipertensão e a sua pressão arterial baixou, isso significa que o remédio e todas as mudanças no estilo de vida que fez estão a funcionar.

No entanto, é muito importante continuar o seu tratamento e atividades por um longo prazo. Se parar de tomar o medicamento, a sua pressão arterial pode subir novamente, aumentando o risco de problemas de saúde como AVC (Acidente Vascular Cerebral) e doença renal. Tente conversar com o seu médico sobre as possibilidades de alterar ou interromper a medicação com segurança.

 

Fonte: https://www.nia.nih.gov/health/10-myths-about-aging

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