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Como evitar escorregar na cadeira de rodas

Optar por uma cadeira de rodas segura e confortável é um passo muito importante para promover a independência, a auto-estima e até a autonomia dos utilizadores. Ao escolher um modelo, tenha sempre em conta o alinhamento do corpo, a mobilidade da pessoa que o vai usar e a funcionalidade geral do equipamento.

Muitas vezes, mesmo com todas as opções certas – como em termos de tamanho, largura do assento ou dimensão das rodas-, pode ainda precisar de outras ajudas técnicas para que a utilização da cadeira de rodas decorra com a maior tranquilidade possível.

Antes de fazer qualquer escolha, é sempre muito importante ter em conta o corpo (peso, altura, formato) do utilizador da cadeira de rodas. Nunca se esqueça que escorregar do assento pode levar a acidentes graves ou causar ferimentos. Uma postura desadequada também pode provocar problemas a longo prazo.

Se escorrega da cadeira, tem de saber o motivo

Quando uma pessoa utiliza a cadeira de rodas (sendo paraplégica, tetraplégica, tendo outras deficiências físicas ou simplesmente por um período transitório, como num pós-operatório), é necessário ter em conta fatores que podem levar à adoção de uma má postura, acabando por fazer com que o utilizador escorregue. Muitas vezes, estes incidentes acabam por agravar a condição física da pessoa, por si só já algo débil.

Os motivos que podem levar a que uma pessoa não se mantenha equilibrada e com uma postura correta são:

Patológicos

Podemos estar a falar de pessoas com lesões a nível da medula, lesões neurológicas (como aquelas provocadas por um Acidente Vascular Cerebral), paralisia cerebral ou doenças degenerativas. Nestes casos, a má postura deve-se a uma enfraquecida musculatura, que oferece pouco sustento ao tronco.

Recomenda-se atenção redobrada, pois os acidentes podem ser mais frequentes. Além disso, os pacientes com estas patologias podem ter dificuldade em alterar a posição e retornar ao estado correto após escorregarem.

Práticos

A escolha da cadeira de rodas deve ser feita tendo em conta as necessidades do utilizador. Nível de autonomia, atividades diárias e estilo de vida: tudo deve ser tido em conta. Promover a integração da pessoa também é fundamental, bem como pensar na sua liberdade de locomoção.

Depois, claro, há os factores de fisionomia que já conhecemos: altura e peso, entre outros. A Sensicare já elaborou um guia completo sobre como escolher a cadeira de rodas ideal.

Qualquer escolha que não tenha em consideração estes dados pode resultar numa dificuldade acrescida para utilizar o aparelho e, claro, fazer com que haja acidentes.

A dimensão e profundidade do assento, a altura do encosto, ter ou não apoios para os pés: tudo isto interfere na postura e na possível ocorrência de deslizamentos.

Vejamos um exemplo prático: quando a o assento é excessivamente profundo para o tipo de corpo do utilizador, este pode sentir uma maior pressão da zona que se situa atrás dos joelhos – chamada fossa poplítea. É aqui que passam vasos, artérias, nervos e tendões e, ao sentir compressão nessa parte do corpo, o utilizador vai quase que inconscientemente procurar alívio ao deslizar o corpo para a frente.

A altura do encosto também se afigura importante, pois pode gerar desconforto caso não seja adequada. O suporte pode ficar comprometido levando a uma maior instabilidade e, claro, dar azo a acidentes.

De recordar que estas situações podem, além de tudo o resto, provocar também stress e fadiga ao utilizador.

De equipamento

Regular de forma adequada os apoios de pés e de braço também interferem na adoção de uma boa postura. Ambos devem ser ajustados à medida e às necessidades do utilizador de acordo com a altura deste.

Se o apoio para os pés estiver abaixo do necessário, a pessoa pode procurar apoio ao escorregar para a frente, tentando alcançar essa plataforma. A mesma coisa para o apoio dos braços: se o utilizador ficar com os cotovelos para o lado de fora a sua posição vai ser desconfortável e, na tentativa de melhorar o apoio, a postura pode ficar comprometida.

Que problemas de saúde pode trazer uma postura errada?

Quem padece de uma deficiência física e mantém uma postura desadequada por demasiado tempo acaba por ter mais probabilidade de desenvolver lesões na pele, bem como gerar graves impactos no conforto associado ao uso da cadeira de rodas. Além disso, os danos para a saúde geral podem ser muito graves.

Entre os principais problemas estão o cisalhamento – movimento da pele, imóvel, por força do movimento dos músculos ou ossos após escorregar ou por estiramento. Esta mudança de posição – que ocorre quando o utilizador desliza para a frente, por exemplo – pode danificar a pele quando a zona pélvica se desloca para trás ou para a frente e a comprime contra o encosto ou assento. Em casos mais graves, este atrito pode causar danos até ao nível dos vasos sanguíneos.

Dor lombar, compressão de órgãos, dificuldade de respiração e até de deglutição são outras queixas muitas vezes associadas a uma má utilização e postura na cadeira de rodas.

O campo visual também pode sair altamente comprometido, o que pode levar a uma dificuldade acrescida para elevar os braços, manter a cabeça levantada e, claro, manter o corpo ereto.

Com todos estes problemas, os possíveis danos para a saúde acabam por ter uma grave interferência na qualidade de vida de quem usa a cadeira de rodas. Daí que seja tão importante verificar todos os ajustes – veja aqui os acessórios disponíveis para escolher o equipamento mais adequado ao bem-estar e conforto da pessoa.

Então, como evitar escorregar na cadeira?

Em primeiro lugar, é fundamental assegurar uma escolha correta do equipamento. Tenha atenção ao tipo de corpo, altura e largura da pessoa que vai usar a cadeira de rodas. Verifique a largura e profundidade do assento, a altura do encosto e os apoios de pés e braços.

Escolher os acessórios certos

A par dos próprios ajustes da cadeira de rodas, existem ainda vários tipos de acessórios que ajudam à adoção de uma melhor postura.

Os cintos de segurança dão um conforto extra e permitem manter o corpo na posição correta, evitando movimentos para a frente.

Na loja online da Sensicare, encontra modelos abdominais, pélvicos, coletes ou uma mistura de cada um deles para manter a posição certa e conforto total.

Os cintos

Comecemos pelos cintos abdominais. Trata-se de uma faixa de tecido, totalmente inócua e que não representa qualquer perigo para a saúde do utilizador, que se coloca atravessando o abdómen de um lado para o outro. Este tipo de cinto é recomendado para quem tem bom controlo no tronco e membros superiores.

Depois, existe o cinto abdominal e pélvico, que atravessa o tronco do paciente e mantém a pélvis junto ao encosto, impedindo que o corpo escorregue ou deslize. São mais abrangentes mas, ainda assim, permitem uma boa mobilidade.

Por fim, os coletes com cinto pélvico que oferecem ainda mais proteção e uma maior estabilidade ao utilizador, sendo indicados para quem não tem grande controlo sobre o corpo.

Cada um à sua maneira, estes acessórios são indispensáveis e contribuem para melhorar a postura corporal.

As almofadas

A almofada ergonómica também pode ser um aliado de peso na altura de escolher um acessório de correção postural – além de acrescentarem, claro, um conforto extra. A distribuição do peso na cadeira de rodas também sai favorecida, além de haver uma diminuição de pressão em locais onde possam surgir escaras (as chamadas úlceras de pressão).

As almofadas também ajudam a evitar que o corpo deslize para a frente.

Assim, promovendo o aumento do bem-estar geral, promoção da saúde e melhoria da postura corporal, a utilização da cadeira de rodas acaba por se tornar mais simples. Se não conseguir escolher os acessórios ideais, peça ajuda à nossa equipa de apoio ao cliente!

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