Alzheimer: 5 dicas para adaptar a casa

Alzheimer: 5 dicas para adaptar a casa

Descubra 5 dicas para adaptar a casa de alguém com Alzheimer.

A demência é um síndrome que provoca um declínio contínuo e progressivo das funções nervosas superiores, impactando profundamente a vida dos pacientes e das suas famílias. À medida que a doença avança, é fundamental estar atento aos sintomas da doença de Alzheimer, como a perda de memória, a desorientação e a dificuldade em realizar novas aprendizagens ou tarefas simples do dia a dia.

Sem planeamento, a habitação atual pode rapidamente tornar-se um espaço confuso e perigoso para o doente. No entanto, manter a pessoa num ambiente familiar, rodeada de vizinhos que prestam apoio e com as alterações adequadas, promove fortemente a sua orientação, a sua identidade e a manutenção da independência.

 

O que é a habitação adaptável no contexto do alzheimer?

Ao planear a construção ou as alterações num espaço para uma pessoa com demência, devemos adotar o conceito de "Habitação Adaptável", devidamente enquadrado e descrito no Decreto-Lei nº 163/2006.

Estas modificações estruturais não servem exclusivamente para lidar com a típica falta de memória provocada pelo Alzheimer. Na realidade, elas servem para promover a mobilidade e precaver situações de crescente fragilidade física que inevitavelmente ocorrem nas fases intermédia e avançada da doença. Uma grande vantagem desta abordagem é o baixo custo inicial. Se o espaço for concebido desta forma desde o início, eventuais alterações posteriores podem ser efetuadas com o mínimo de inconvenientes e encargos.

 

Alzheimer: 5 dicas para adaptar a casa

1. Crie zonas de passagem seguras e acessíveis

Uma prioridade absoluta para quem sofre de Alzheimer é eliminar elementos no pavimento que causem quedas perigosas. Opte por criar zonas de passagem com superfície contínua, perfeitamente antiderrapante e firme. Para além disso, é extremamente aconselhável manter uma casa devidamente nivelada, idealmente de um só piso e sem grandes degraus. Precaver a largura útil adequada das portas interiores e dos vários corredores é essencial para assegurar que será possível a total manobrabilidade de uma cadeira de rodas. Por último, nos quartos garanta bastante espaço de armazenamento livre para conseguir guardar todas as roupas de outras estações do ano.

2. Remodele a casa de banho para evitar quedas

A casa de banho é muitas vezes o local de maior perigo para a pessoa com demência. Para aumentar a segurança diária e reduzir a ansiedade gerada pela rotina do Alzheimer, a primeira medida é substituir a banheira por uma zona de duche acessível, idealmente sem base de duche ou com esta estrategicamente embutida no pavimento. Para prevenir escorregões ou acidentes severos, instale obrigatoriamente piso e azulejos antiderrapantes. Torna-se ainda essencial prever a fixação de barras de apoio fortes no interior do duche e por toda a casa de banho. Por fim, pondere ativamente incluir na obra um chuveiro de mão e uma saboneteira de encastrar para facilitar os processos de higiene.

3. Reforce a segurança contra acidentes domésticos

A perda de memória que acompanha o Alzheimer pode rapidamente originar acidentes domésticos muito graves, como esquecer as chaves ou deixar a comida ao lume. Deste modo, adote diversos equipamentos preventivos, tais como práticos ferros de engomar que se desligam de forma automática quando não são utilizados. Para além disso, instale com celeridade um interruptor de segurança na rede de eletricidade e detetores de fumo funcionais para prevenir rapidamente possíveis incêndios. Quaisquer substâncias tóxicas perigosas e toda a medicação vital do doente devem estar permanentemente contidas num armário com fechadura resistente. Nas zonas de passagem como os corredores, utilize iluminação estrategicamente colocada a baixa altura, orientando de forma segura e evitando o encandeamento noturno da pessoa com demência.

4. Adapte os espaços exteriores para evitar saídas desacompanhadas

A constante desorientação espacial do Alzheimer leva frequentemente o doente a deambular e sair do domicílio. Para evitar ativamente as perigosas saídas desacompanhadas, a totalidade da zona exterior deve possuir a instalação de uma forte vedação e um portão resistente trancado com cadeado. Simultaneamente, no quintal, construa grandes caminhos pedonais que sejam totalmente nivelados e perfeitamente seguros. Reforce também a devida segurança de toda a área envolvente com a cuidadosa aplicação de piso antiderrapante nas varandas e em todas as restantes áreas pavimentadas ao ar livre.

5. Preserve o conforto emocional e as rotinas do doente

As indispensáveis obras de reestruturação no domicílio não devem jamais transformar a casa num ambiente clínico e estéril. O espaço físico circundante deve continuar, de todas as formas possíveis, a transmitir um enorme conforto e familiaridade à pessoa diagnosticada com Alzheimer. Assim, mantenha sempre locais especialmente dedicados aos seus interesses passados, como áreas ajardinadas, um alpendre virado para a natureza ou um pequeno espaço de trabalho contendo ferramentas inofensivas, permitindo que a pessoa idosa continue alegre e ativa o máximo de tempo possível. Na própria sala de estar, é útil providenciar uma cadeira confortável, como uma poltrona reclinável elevatória elétrica, para facilitar a obtenção de autonomia se o doente tiver sérias dificuldades motoras em conseguir levantar-se sozinho.

 

Alzheimer: habitação adaptável simplifica a assistência

Cuidar de alguém com Alzheimer é um dos maiores desafios que uma família pode enfrentar. No entanto, uma habitação adaptável simplifica a assistência e devolve autonomia ao doente com alzheimer. Ao eliminar riscos e criar espaços de conforto, transforma a casa num verdadeiro porto de abrigo.

Para cuidar com dignidade, a saúde mental é prioritária. Por isso, o cuidador deve também manter um espaço pessoal de lazer. Uma casa segura protege o familiar, mas o equilíbrio emocional protege o cuidador. Saiba mais sobre Alzheimer: o que é, sintomas e tratamento.

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